O Brasil tem mais de 11 milhões de lares chefiados por mães solo, segundo o FGV Ibre com dados da PNAD Contínua do fim de 2022. Somando os pais que criam os filhos sozinhos e os casais separados em guarda compartilhada, são milhões de adultos que gostariam de conhecer alguém, mas que têm uma agenda que nenhum aplicativo comum leva em conta. Esta página reúne as perguntas que mais aparecem e respostas práticas.
1. "Quando dá para voltar a namorar depois da separação?"
Não existe prazo certo. Um bom sinal é conseguir falar do ex sem que a conversa gire em torno disso e ter a rotina das crianças minimamente organizada: escola, transporte, quem busca, quem leva. Se ainda está tudo instável, comece devagar, com um café curto num dia em que os filhos estão com o outro responsável.
2. "Como achar uma noite livre para um encontro?"
Pegue o calendário das próximas oito semanas e marque os dias em que as crianças estão com o pai ou com a mãe. Depois risque o que não é livre de verdade: reunião da escola, plantão, aniversário de coleguinha. Em dezembro, janeiro e julho, as férias escolares costumam seguir outra divisão, então confira também. O que sobra é a sua janela para encontros. Ela costuma ser pequena, e tudo bem: você só precisa de alguém cuja janela coincida com a sua.
3. "Coloco no perfil que tenho filhos?"
Sim, em uma linha e com idades aproximadas: "Mãe de dois, 6 e 9 anos". Essa frase já faz a triagem por você. O que não deve ir para um perfil: rosto, nome, escola ou uniforme das crianças. Quem não aceita a sua vida de mãe ou de pai vai embora cedo, e isso economiza o seu tempo.
4. "Como saber se a pessoa leva a sério namorar alguém com filhos?"
Observe a reação à logística. Quem responde "sem problema, fica para quinta" quando a babá desmarca está dizendo mais do que qualquer bio. Quem reclama dos seus fins de semana com as crianças também está dizendo alguma coisa.
No PAM, essa parte deixa de ser adivinhação. O Calendário de guarda permite cadastrar uma vez a rotina dos seus filhos, e você vê quantos dias livres tem em comum com cada pessoa antes da primeira mensagem. A compatibilidade em 17 dimensões analisa o que conta a longo prazo: valores, comunicação, jeito de lidar com conflitos, visão de família.
5. "Onde marcar o primeiro encontro?"
Num lugar público e movimentado, de preferência de dia, de onde você possa sair fácil: uma padaria, um café, um parque que você conhece. Vá por conta própria e mande a localização para uma amiga ou um irmão. Uma hora ou duas bastam para saber se vale um segundo encontro. Até haver confiança, não passe o endereço de casa nem o nome da escola dos filhos.
6. "Quando apresento para as crianças?"
Mais tarde do que você imagina. Espere a relação passar por uma primeira discordância de verdade e sair bem dela. Depois, faça um primeiro contato curto e leve, num parque ou numa pizzaria, nada de dormir em casa logo de cara. E avise o outro responsável antes que as crianças contem: ninguém gosta de saber pelo banco de trás do carro.
Guarda compartilhada e um novo relacionamento
Desde a Lei 13.058/2014, a guarda compartilhada é a regra no Brasil quando os dois responsáveis estão aptos, mesmo sem acordo entre eles. Ela trata da divisão das decisões e da convivência, não proíbe ninguém de namorar. Começar um relacionamento não muda o acordo por si só; se a rotina precisar mudar, o caminho costuma ser a conversa, a mediação ou, em último caso, a Vara de Família, sempre pensando no interesse da criança. Para dúvidas sobre o seu caso, a Defensoria Pública do seu estado orienta quem não pode pagar um advogado.
Mais do que um app de namoro
Criar filhos sozinho não é só falta de romance, é também falta de rede. Por isso o PAM junta, no mesmo aplicativo, o namoro e a ajuda entre pais: o Coup de Pouce para trocar favores (carona para a escola, ficar com as crianças uma tarde), passeios em família para criar ou participar, e o FacePAM, que você ativa pelo tempo que quiser quando está na rua para ver se há outros pais e mães solo por perto e se conhecer pessoalmente.
Dá para usar o PAM no Brasil?
Dá. O PAM está na App Store e no Google Play no Brasil, com o aplicativo em português. A comunidade brasileira ainda está começando: quanto antes você entrar, mais você ajuda a criar uma rede de pais e mães solo perto de você.
Baixe o PAM →Perguntas frequentes
- Existe app de relacionamento para mãe solo?
- Existe. O PAM foi pensado para mães e pais solo, separados ou divorciados: compara o seu calendário de guarda com o da outra pessoa, mostra os dias livres em comum e analisa a compatibilidade em 17 dimensões. Está na App Store e no Google Play.
- Devo contar logo que tenho filhos?
- Sim, no perfil e de forma simples: quantos são e a idade aproximada. Evite fotos das crianças. Quem não aceita a sua vida de mãe ou de pai se afasta cedo, o que poupa o seu tempo.
- A guarda compartilhada impede de namorar?
- Não. A guarda compartilhada, regra no Brasil desde a Lei 13.058/2014, organiza as decisões e a convivência com os filhos. Um novo relacionamento não muda o acordo por si só; mudanças na rotina se resolvem por conversa, mediação ou, se preciso, na Vara de Família.
- Quando apresentar o novo parceiro aos filhos?
- Quando a relação já estiver estável, depois de alguns meses e de uma primeira discordância bem resolvida. Faça um primeiro encontro curto num lugar neutro e avise antes o outro responsável.
- O PAM é só para quem tem filhos?
- Não. O PAM é pensado para pais e mães solo, mas está aberto a adultos sem filhos que aceitam a vida de quem tem. É preciso ter mais de 18 anos e verificar a identidade por selfie.